Publicação de artigo científico sobre a tradição cerâmica em Cacela

Foi recentemente publicado o artigo “A tradição cerâmica em Cacela (Vila Real de Santo António). Uma aproximação a partir dos vestígios arqueológicos, fontes históricas e memórias orais” produzido pela equipa do CIIPC e colaboradores externos, na revista al-‘Ulyà (nº 22, 2020, pp. 129 a 144) do Arquivo Municipal de Loulé.

Este texto resulta de um projecto de investigação sobre a tradição cerâmica em Cacela (cujos primeiros resultados foram apresentados num congresso na cidade de Granada em 2013) que pela primeira vez se debruçou sobre a produção oleira em Santa Rita que subsistiu até meados do séc. XX. Na Olaria Rosa eram feitos alguidares para amassar o pão, potes para conservar as azeitonas, panelas para cozinhar no lume de chão, cântaros para transportar água e infusas para a manter fresca, utensílios essenciais no quotidiano das populações. Através das memórias orais de filhos, netos e habitantes da aldeia, da recolha de peças e da pesquisa histórica, foi possível reconstituir parte deste antigo saber-fazer.

O desenvolvimento de uma tradição oleira nesta aldeia não será alheio ao facto de existirem barreiros nas proximidades com matéria-prima de excelente qualidade e de onde era extraída a argila. A qualidade e disponibilidade dos barros foi provavelmente o motivo que propiciou também a instalação na década de 1930/40 de uma pequena unidade fabril (telheiro), próximo do Serro dos Barros, para produção de telhas e tijolos, e da qual restam ainda as ruínas de um dos fornos.

Porém, os vestígios arqueológicos sugerem a existência de uma tradição oleira muito mais antiga enraizada na região de Cacela. Assim se explicam os vários vestígios de fornos de época romana (Manta Rota e Quinta do Muro), produções locais do período islâmico, como atesta o estudo de colecções cerâmicas exumadas em Cacela-a-Velha, e a construção de uma unidade fabril para fabricação de ladrilhos na Fábrica, junto à Ria Formosa, a poente de Cacela Velha, que ali laborou desde 1892 até à década de 1930.

Pode descarregar o artigo completo aqui:

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