Category: Exposições

 

EXPOSIÇÃO LENDAS E ENCANTAMENTOS ALGARVIOS

Trabalhos de alunos do pré-escolar no âmbito de projecto educativo sobre as lendas no Algarve promovido pelo Grupo de Educação da Rede de Museus do Algarve

Biblioteca Municipal Vicente Campinas

Vila Real de Santo António, 8 a 31 de Janeiro

Nesta exposição dão-se a conhecer 16 lendas, representadas em trabalhos realizados por crianças dos jardins-de-infância de vários concelhos da região. Os trabalhos foram realizados no âmbito do projecto “Lendas e Encantamentos Algarvios” promovido pela Rede de Museus do Algarve que pretendeu valorizar o património oral do Algarve, nomeadamente as lendas algarvias, expressão patrimonial imaterial integrante da identidade regional.

As lendas estão intrinsecamente relacionadas com a História das regiões e a sua identidade cultural, sendo uma manifestação oral, transmitida de geração em geração, que combina factos reais com factos fantasiosos, mas que se apresenta como sendo verdadeira ou fundada na realidade, estando associada a um lugar e tempo determinados. O património oral é a expressão cultural de um povo e do seu modus vivendi, dando a conhecer o seu imaginário, cultura e tradições.

No âmbito do projecto de Educação para o Património: “Lendas e Encantamentos Algarvios”, cerca de 800 crianças, com idades compreendidas entre os 3 e os 6 anos, com o acompanhamento de cerca de 40 Educadoras, de jardins de Infância dos Concelhos de Loulé, Olhão, Tavira e Vila Real de Santo António, foram desafiadas, depois de um momento de narração das lendas (na maior parte dos casos), a realizar um trabalho artístico sobre as mesmas, tendo uma caixa como ponto de partida.

Durante o mês de Janeiro a Biblioteca Municipal Vicente Campinas Vila Real de Santo António acolhe esta exposição itinerante que resulta de uma selecção dos muitos trabalhos realizados.

No concelho de Vila Real de Santo António este projecto foi dinamizado, no ano lectivo anterior, pelo Centro de Investigação e Informação do Património de Cacela/CMVRSA no âmbito da oferta educativa do Município. Participaram crianças de jardins-de-infância e do 1º ciclo de Vila Nova de Cacela, Monte Gordo Vila Real de Santo António.

 

Horário

De terça-feira a sexta-feira

Das 9h15 às 19h45

Sábado e segunda-feira

Das 14h15 às 19h45

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Poster - Presepio Algarvio.jpg

 

Este ano o Centro de Investigação e Informação do Património de Cacela /CMVRSA voltou a armar o presépio algarvio com a participação dos habitantes da aldeia de Santa Rita.

No Algarve, em Dezembro era costume armar-se o presépio e o “altarinho” de cariz popular. Nas casas, em cima da cómoda, elevado ao centro em degraus, colocava-se o menino Jesus, cercado de searinhas, laranjas e outros frutos, votos de pão e de prosperidade para a família. Trata-se de uma tradição muito antiga que parece remontar no Algarve pelo menos à Idade Média.

As searinhas são semeadas por tradição no dia 8 de Dezembro, dia de N. Sra da Conceição, na continuidade dos antigos cultos da fertilidade, numa altura em que nos campos se fazem as sementeiras. Os grãos de trigo, centeio, cevada são colocados a germinar em latinhas de conserva ou pires e mantidos húmidos enquanto germinam. São oferecidas ao menino Jesus com o pedido de boas colheitas.

Esta antiga tradição associada ao Natal ajuda-nos a compreender a dimensão de incerteza que acompanhava a actividade agrícola nas sociedades passadas e a necessidade que havia de, ao longo do calendário festivo, através de práticas e intervenções rituais e simbólicas, estabelecer ligação com as entidades divinas, pedindo que intercedessem para proteger e propiciar o eterno renascer da natureza, a fertilidade da terra, garante da sua sobrevivência.

Visite-nos no seguinte horário
De segunda a sexta-feira
9h00 – 13h00 e 14h00 – 17h00

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EXPOSIÇÃO DE RUA “BOLSAS DE RETALHOS À PORTA”

Poster - Bolsa de Retalhos a Porta.jpg

Coser uma bolsa de pano com retalhos ou um talego (como lhe chamam em algumas regiões) fazia parte do quotidiano das nossas avós. Faziam-no aproveitando sobras de tecidos, retalhos de roupas já sem uso, combinando cores, texturas e formas ao sabor da vontade e imaginação. Muitas bolsas eram alindadas no final com biquinhos, borlas e um cordão colorido. Não há por isso duas bolsas iguais. E cada uma conta a sua história: quem a fez, quando, a partir de que peças de roupa, e para que fins.

Os usos eram variados: guardar o pão, feijão ou grão, as ervas para o chá, transportar o comer quando se trabalhava no campo,…. Era comum as noivas levarem no enxoval uma ou duas bolsas, sempre úteis no novo lar.

Era também com estas bolsas que as crianças iam, pelos Santos e Finados (1 e 2 de Novembro), de porta em porta pedir pelos santos, pelas almas ou pelos defuntos, dizendo expressões como: Pão por Deus ou Bolinho, bolinho, pela alma do defuntinho. Recebiam no saco: bolinhos, figos secos, amêndoas, nozes,…

No CIIP Cacela, com o intuito de manter vivas estas tradições associadas ao Pão por Deus e assinalar este importante período do ciclo festivo dedicado ao culto dos antepassados, desafiou-se a comunidade local para a criação de bolsas de retalhos.

Nesta exposição de rua, mostram-se as bolsas criadas pelas cerca de duas dezenas de pessoas que semanalmente se juntaram no CIIPC desde meados de Setembro.

As bolsas distribuem-se pelas portas da aldeia e lembram os peditórios rituais, feitos pelas crianças, que marcam este período festivo.

Informações

Centro de Investigação e Informação do Património de Cacela /CMVRSA

Tel. 281 952600 | ciipcacela@gmail.com | https://ciipcacela.wordpress.com

 

 

EXPOSIÇÃO “CERRO DOS BARROS. MEMÓRIAS DE UM LUGAR”

Poster - Exposicao Cerro dos Barros.jpg

Inaugura no Centro de Investigação e Informação do Património de Cacela/CMVRSA, em Santa Rita, na antiga escola primária, no dia 10 de Maio, 6ª feira, pelas 17h30, a exposição CERRO DOS BARROS. MEMÓRIAS DE UM LUGAR – Fotografias de Ricardo Santa Rita.

A exposição nas palavras do autor

“Há algum tempo atrás realizei vários percursos pelo local, desde há muito, conhecido por todos como “Cerro dos Barros”, próximo de Santa Rita, lugar de lendas e de encantos. 

Destes percursos guardo alguns registos fotográficos de algo que se perdeu, e que com todos gostaria de partilhar.

Bem-vindos!” Ricardo Santa Rita

A exposição estará patente no CIIPC, Santa Rita até 21 de Junho e pode ser visitada de segunda a sexta-feira no seguinte horário: 9h00 -13h00 e 14h00 – 17h00.

Contamos consigo para a inauguração da exposição! Um momento especial, com a presença do autor, dia 10 de Maio, pelas 17h30, no CIIPC, em Santa Rita.

Exposição “Profissões Antigas de Cacela”

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No Algarve é ainda possível encontrar profissões que revelam uma profunda ligação ao território. No mar e na ria, pescadores com os seus barcos tradicionais e mariscadores apanhando bivalves, nos campos do barrocal e da serra, agricultores a trabalhar a terra e pastores com as suas cabras, mestres caleiros junto a antigos fornos de cal em zonas de calcário e, dispersos nos montes e aldeias, barbeiros, merceeiras, costureiras, empalhadores e cesteiros. São detentores de memórias e de antigos saberes-fazeres que conjugam um conhecimento profundo do meio natural, matérias e recursos disponíveis, dos ciclos astrais (influenciando sementeiras, colheitas, idas ao mar) com as necessidades dos seus habitantes.

Esta exposição resulta de trabalho de campo junto de 10 profissionais na zona de Cacela: agricultor, barbeiro, mestre caleiro, cesteiro, costureira, empalhador de cadeiras, merceeira, pastor, mariscador, pescador e calafate. Percursos de vida, heranças antigas, saberes, gestos e matérias que se registam para conhecer, lembrar e, quem sabe, inspirar novos caminhos…

A exposição estará patente ao longo deste ano e pode ser visitada no seguinte horário:

De segunda a sexta-feira – 9h00 – 13h00 e 14h00-17h00

EXPOSIÇÃO Identidade Cultural da Serra do Caldeirão

Poster - Identidade Cultural da Serra do Caldeirão

O CIIP Cacela /CMVRSA acolhe entre 12 de Janeiro e 14 de Fevereiro a exposição “Identidade Cultural da Serra do Caldeirão” que resulta de um levantamento das actividades económicas e do património local da Serra do Caldeirão levado a cabo pela Associação In Loco.

O fio condutor da exposição é a rica e diversificada Identidade Cultural “Serrenha” assente nos saberes fazeres tradicionais na sua relação com o território. Cada painel caracteriza: vivências quotidianas, arquitectura vernácula, materiais de construção tradicionais, agricultura, cozinha tradicional,…

A exposição pode ser visitada de segunda a sexta-feira entre as 9h00 e as 13h00 e as 14h00 e as 17h00.

EXPOSIÇÃO “O POMAR TRADICIONAL DE SEQUEIRO”

Poster - Pomar Tradinional

Está aberta ao público, entre 17 de Outubro e 1 de Dezembro, no CIIP Cacela, em Santa Rita, a exposição “O Pomar Tradicional de Sequeiro”, concebida e cedida pela Câmara Municipal de Loulé.

O Pomar Tradicional de Sequeiro é uma das variantes dos sistemas agro-florestais do Mediterrâneo integrando na sua máxima expressão três componentes produtivas: a florestal, a agrícola e a pastoril. Figueiras, amendoeiras, alfarrobeiras e oliveiras constituem o tradicional pomar de sequeiro que se assume como elemento identificador da paisagem cultural algarvia.

Venha conhecer as árvores que caracterizam o pomar de sequeiro, os seus frutos, sua conservação, utilizações e importância histórica na economia da região.

 

 

EXPOSIÇÃO – VIDA NO SAPAL DE CASTRO MARIM E VILA REAL DE SANTO ANTÓNIO

Poster - Expo Vida no Sapal.jpg

 

Inaugura no Centro de Investigação e Informação do Património de Cacela/CMVRSA, em Santa Rita, na antiga escola primária, no dia 19 de Julho, 4ª feira, pelas 18h00, a exposição VIDA NO SAPAL DE CASTRO MARIM E VILA REAL DE SANTO ANTÓNIO – Fotografias de Agostinho Gomes. Com o apoio da Câmara Municipal de Castro Marim

Sobre a exposição

A exposição apresenta um conjunto de cerca de 3 dezenas de fotografias sobre a vida na Reserva Natural do Sapal de Castro Marim e Vila Real de Santo António (RNSCMVRSA), nomeadamente as numerosas espécies de aves aquáticas que por lá passam, fazendo desta uma das áreas de maior interesse ornitológico do nosso país, legitimando o seu estatuto de zona húmida de importância internacional, que lhe é conferido pela Convenção de Ramsar. A “Vida no Sapal” é uma exposição inédita de uma reserva com o maior número de espécies de aves do país.

Sobre o fotógrafo

Agostinho Manuel Soromenho Gomes, natural de Castro Marim e residente em Vila Real de St. António, dedica-se, desde os anos 80, ao seu interesse pela avifauna da região do Baixo Guadiana. A sua paixão é agora traduzida nesta exposição, que surge como forma de sensibilização para a biodiversidade e necessidade de proteção das espécies existentes nesta área de importância internacional.

A exposição estará patente no CIIPC, Santa Rita até 15 de Setembro de 2017 e pode ser visitada de segunda a sexta-feira no seguinte horário: Julho e Agosto – das 9h00 às 15h00; Setembro – 9h00 – 13h00 e 14h00 –17h00.

Contamos consigo para a inauguração da exposição! Um momento especial, com a presença do fotógrafo, dia 19 de Julho, pelas 18h00, no CIIPC, em Santa Rita.

Informações

Centro de Investigação e Informação do Património de Cacela / Câmara Municipal de Vila Real de Santo António

Antiga Escola Primária de Santa Rita

Tel. / Fax: 281 952600; ciipcacela@gmail.com; https://ciipcacela.wordpress.com/

Exposição DOCUMENTAR ALGARVE INTERIOR

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Inaugura no Centro de Investigação e Informação do Património de Cacela/CMVRSA, em Santa Rita, na antiga escola primária, no dia 2 de Junho, 6ª feira, pelas 18h00, a exposição Documentar o Algarve Interior”.

“Documentar Algarve Interior” é simultaneamente o nome do projeto e o mote para esta exposição que nos leva a relembrar algumas das tradições populares e práticas expressivas que ainda se mantêm vivas e fazem parte da memória e identidade coletiva do interior algarvio.

Através de fotografias e histórias em filme pretende-se ilustrar verbal e visualmente o património cultural (imaterial e material), os territórios e as suas gentes enquanto verdadeiros protagonistas deste trabalho.

O projeto Documentar Algarve Interior tem como objetivos contribuir para a valorização do Património Cultural Local e promover a dinâmica em torno das Atividades Criativas ligadas à produção audiovisual na região. Os conteúdos vídeo foram realizados em colaboração com talentos criativos (filmmakers) locais, entre os anos 2010-2015. Esta iniciativa da associação Algarve Film Commission teve o apoio financeiro do PRODER e incidiu sobre os concelhos de Albufeira, Alcoutim, Castro Marim, Faro, Loulé, São Brás de Alportel, Tavira e Vila Real de Santo António.

A Exposição “Documentar Algarve Interior” é composta por 30 (trinta) fotografias e 9 curtas-metragens documentais, cuja tipologia se aproxima do registo etnográfico. A sessão de exibição dos filmes, com imagens recolhidas nos territórios acima mencionados, tem a duração aproximada de 60 minutos e legendas em inglês.

A exposição estará patente no CIIPC, Santa Rita até 7 de Julho de 2017 e pode ser visitada de segunda a sexta-feira no seguinte horário: 9h00 -13h00 e 14h00 – 17h00.

Informações

Centro de Investigação e Informação do Património de Cacela / Câmara Municipal de Vila Real de Santo António

Antiga Escola Primária de Santa Rita

Tel.  281 952600; ciipcacela@gmail.com

 

EXPOSIÇÃO – OS “MAIOS” E AS TRADIÇÕES FESTIVAS DO INÍCIO DE MAIO

Poster - Maios e Tradições.jpg

O primeiro dia de Maio é no Algarve dia de festa. Na região, a entrada no mês de Maio era assinalada com giestas penduradas nas portas para afastar o “Maio” (entidade maligna, personificação das forças negativas do Inverno). Logo pela manhã “atacava-se o Maio” comendo figos, ou bolo de figo, acompanhados por aguardente de medronho. Ao meio da manhã é ainda costume começarem-se a preparar os piqueniques familiares no campo, junto às ribeiras, onde não faltam os caracóis.

Em muitos lugares, ainda se fazem e colocam na rua, à porta das casas e ao longo das estradas, os Maios. Estes bonecos representando pessoas, em tamanho natural, cheios com palha, trapos, jornais amachucados e vestidos com roupa usada, são feitos pelas populações e acompanhados de reproduções de animais, objetos de uso comum, encenando actividades quotidianas, com dizeres a propósito em prosa ou verso.

Ainda está viva na memória dos mais velhos a tradição irem as moças para o campo apanhar flores, para enfeitar a casa e o trono onde era sentada a Maia, uma menina vestida de branco e embelezada com fitas e coroas flores.

Todas estas tradições festivas são reminiscências de costumes arcaicos ligados ao fim do Inverno e ao eclodir da Primavera. Assinalam a renovação natureza e simbolizavam o poder fecundante da vegetação que desabrocha.

Nesta exposição recordamos estas antigas tradições festivas e, para quem não teve oportunidade de visitar Santa Rita nos dia 30 de Abril ou 1 de Maio, mostramos alguns dos Maios que saíram à rua nesses dias, concebidos com a população local a partir provérbios da nossa tradição oral.