Exposições temáticas

EXPOSIÇÃO DE ARQUEOZOOLOGIA “QUANDO OS OSSOS REVELAM HISTÓRIA”, 2006

Exposição de Arqueozoologia “Quando os ossos revelam história” da autoria de Marta Moreno, Carlos Pimenta e José P. Ruas, investigadores do Centro de Investigação em Paleoecologia Humana do antigo Instituto Português de Arqueologia. Uma exposição didáctica que ajuda a compreender o valor das informações contidas nos restos ósseos recuperados em grutas e abrigos, povoados antigos ou, insuspeitamente ocultos sob os nossos pés no subsolo das cidades.

Quando os ossos revelam História

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EXPOSIÇÃO FOTOGRÁFICA “TÚMULO MEGALÍTICO DE SANTA RITA”, 2008

Revelou imagens do sítio aquando da sua identificação, aspectos dos trabalhos arqueológicos, perspectivas aéreas e enquadramento paisagístico, com o intuito de dar a conhecer à população e visitantes o recém identificado tumulo Megalítico de Santa Rita, bem como os trabalhos arqueológicos que aí se desenvolveram desde 2006.

Esteve patente no CIIPC, em Santa Rita, e no Centro Cultural António Aleixo, em Vila Real de Santo António.

Expo túmulo megalítico

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EXPOSIÇÃO “DA NATUREZA NASCEM AS CASAS: Um Contributo para a Educação Patrimonial”, 2007

Educar a brincar sobre as antigas técnicas de construção das suas habitações ou das dos seus avós, foi o objectivo da acção “Da Natureza Nascem as Casas: Um Contributo para a Educação Patrimonial”. Pretendeu-se desta forma alertar as crianças para as questões ligadas à preservação do nosso património construído, sensibilizando-as para a importância da salvaguarda e perpetuação das técnicas e materiais de construção tradicionais, e para o valor ecológico que representam. Promoveram-se assim não só as profissões associadas, como se possibilitou o contacto das crianças com as práticas tradicionais, mediante a construção de casas em escala reduzida.

A exposição deu a conhecer o Projecto MIRT, co-financiado pela Câmara Municipal de Albufeira e CCDR Algarve através do Programa Operacional do Algarve, e propôs:

Visitas guiadas com passagem de documentário e conversa

Para escolas e público em geral mediante marcação prévia.

Oficinas temáticas [Construção de casas de adobe e xisto + visitas de campo]

Nas férias da Páscoa, para crianças e jovens.

[Da Natureza nascem as casas – Imagem da Exposição]

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EXPOSIÇÃO “PATRIMÓNIOS DA NOSSA ÁGUA”, 2007

Como se elevava a água dos poços e rios? Como era conduzida para a rega de hortas e pomares? Que cultos e crenças permanecem ligados às fontes e poços?

Fontes, poços, noras, cisternas, represas e canhas são formas arquitectónicas que marcam e identificam, ainda hoje, a paisagem algarvia, em especial no barrocal. Testemunham a forma como o homem se relaciona com o território utilizando o seu engenho e arte no aproveitamento da água para a sua sobrevivência e actividades.

Hoje, percorrendo os campos, as aldeias e vilas, vamos encontrar estes valiosos elementos do nosso património, em situações diversas: abandonados, envoltos em densa vegetação; reformulados, tendo a força motriz e alguns dos materiais de construção sido substituídos; cuidados e utilizados na irrigação de hortas e pomares; e muitos associados ainda a lendas e a religiosidade popular.

A exposição deu a conhecer o riquíssimo património hidráulico da região, através de um grande roteiro, textos sobre os principais elementos da cultura material ligados à água, fotografias e aguarelas, assim como uma projecção multimédia sobre o tema. A informação apresentada foi recolhida e produzida pelo CIIPC e pelas escolas envolvidas na acção educativa “Patrimónios da Nossa Água” dinamizada no ano lectivo de 2006/07.

Expo Patrimónios da nossa água

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EXPOSIÇÃO “CERÂMICAS ISLÂMICAS DE CACELA VELHA”, 2008

O espólio cerâmico do período almóada (1ª metade do séc. XIII) identificado num bairro residencial islâmico escavado em Cacela Velha, no sítio do Poço Antigo, a nascente da actual povoação, foi o ponto de partida para a exposição “Cerâmicas Islâmicas de Cacela Velha”. Estiveram expostos fragmentos de louça de cozinha com sinais de fogo (panelas e potes), louça de mesa (tigelas e tigelinhas com decoração vidrada) e alguns exemplares de recipientes de armazenamento e contentores de fogo.

Hoje estas cerâmicas não cumprem já as funções para as quais foram produzidas. Não são já objectos para usar, para cozinhar alimentos ou para armazenar água, mas falam-nos da “vida social dos grupos” revelada pelo seu “uso das coisas”. Graças ao trabalho dos arqueólogos que os resgataram do esquecimento, retirando-os debaixo de camadas de terra, estudando as argilas com que foram produzidos, as técnicas utilizadas, a decoração, estes fragmentos têm ainda muito para nos dizer: De onde veio a matéria-prima? Onde foram produzidos? Que significados encerram os motivos decorativos? Que funções cumpriam? Quem os utilizou? Quando deixaram de ser úteis? Estas questões orientaram as visitas guiadas ao público em geral e grupos escolares, tendo sido editado um Jornal da exposição com catálogo, informação histórica e actividades para miúdos e graúdos.

Jornal da exposição “Cerâmicas islâmicas de Cacela”

À exposição associou-se um Workshop de Cozinha Árabe com receitas antigas do al-Andalus, realizado em Cacela Velha (Restaurante/bar “Casa Azul”). A iniciativa pretendeu dar a conhecer os hábitos alimentares e as receitas que se associavam aos recipientes expostos (panelas, caçoilas, bilhas, jarros, tigelas…). Os participantes envolveram-se na confecção conjunta das receitas, tendo-se seguido um almoço para degustação das iguarias e visita acompanhada à exposição “Cerâmicas Islâmicas de Cacela” .

Expo cerâmicas islâmicas

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AS CRIATURAS – EXPOSIÇÃO DE ARTE E MULTIMÉDIA, 2009

Exposição de arte e multimédia da autoria de Carole Purnelle & Nuno Maya, desenvolvida para todo o público, que propôs a descoberta dos mundos paralelos imaginários que cruzamos no nosso quotidiano. Os artistas apresentam um conjunto de obras que vai desde a fotografia ao vídeo, da instalação física à virtual, do estático ao interactivo, tendo a multimédia um papel fundamental ao longo de toda a exposição. O espectador é mergulhado sucessivamente em universos habitados por criaturas imaginárias.

Plataformas interactivas ao dispor dos visitantes permitiram uma interacção entre o espaço real e o espaço virtual, podendo os mesmos criar criaturas, à semelhança das obras apresentadas pelos artistas, sendo depois enviadas on-line para o site da exposição: www.ascriaturas.com.

Os mais pequenos puderam brincar com as cores e as formas de elementos apanhados na natureza, inventando e criando as tuas criaturas imaginárias, interactivamente no computador, ou numa grande escultura.

Estiveram também expostas criaturas imaginárias da Ria Formosa, criadas por outras crianças, com elementos apanhados nas praias (plásticos desgastados pelo sal, restos de rede, bóias, cordas, conchas, raízes…), durante um atelier de criatividade dinamizado pelo CUBO, Produções Criativas, no CIIPC durante as férias do Verão.

Expo As criaturas 2Expo As criaturas

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“INTERACÇÕES ARTÍSTICAS COM O LUGAR”, 2009

O projecto de arte pública “Interacções Artísticas com o Lugar” da artística plástica Paula Reaes Pinto marcou durante o mês de Agosto duas zonas de Cacela Velha – uma nos viveiros da ria e outra no espaço do cemitério antigo. Todos os objectos desta instalação multimédia (vídeo-instalação, vídeo-animação, caixas com fotografias e depoimentos gravados de pessoas locais e escultura) nasceram da interacção com as pessoas de Cacela Velha, através de conversas, filmagens e fotografias realizadas durante as várias estadias que se prolongaram por quase dois anos.

O projecto partiu das dimensões social, politica, económica, biofísica, geográfica, histórica, cultural e ecológica que caracterizam e determinam a vida em Cacela Velha e focou-se, em particular, nas actividades laborais relacionadas com o mar e com a ria. Pretendeu-se, desta forma, estimular a reflexão sobre a importância que estas actividades ancestrais, que o homem tem sabido manter com a terra, podem ter nas sociedades globalizantes actuais, de uma forma sustentável, e ainda testar o impacto dos lugares na realização de intervenções artísticas que interajam com populações locais marcadas por uma forte relação de dependência com os recursos naturais.

Esteve ainda patente um vídeo-animação realizado com as crianças da localidade, durante um workshop de animação stop-motion, orientado pelo artista António Pinto, cujo trabalho se situa no âmbito da arte ecológica, que teve o objectivo de sensibilizar os mais novos para a riqueza do meio onde vivem e para a criatividade enquanto modo de conhecimento.

Expo Interacções artísticas

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EXPOSIÇÃO DE ARTE E MULTIMÉDIA “JARDIM DE SOMBRAS”, 2009

Exposição concebida pela dupla de artistas Carole Purnelle e Nuno Maya através da observação, extracção e manipulação das sombras da flora algarvia.

A junção das artes plásticas com a multimédia deram uma dimensão interactiva à exposição levando o público a criar e explorar obras efémeras, físicas e virtuais. Fotografia, vídeo e instalação foram postos em cena, acompanhados de um trabalho sonoro original.

No Jardim de Sombras foi dada toda a atenção à forma, movimento e intensidade de cada sombra, criando um espectáculo único de formas bidimensionais num espaço tridimensional. Puderam também descobrir-se os jardins mágicos criados por algumas crianças, com elementos recolhidos em pleno barrocal algarvio, durante um atelier de criatividade dinamizado em Santa Rita nas férias de Verão.

A exposição associou-se ao projecto educativo “Para que servem as plantas? Usos antigos da flora algarvia”, desenvolvido pelo CIIPC/CMVRSA.

Expo jardim de sombras

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EXPOSIÇÃO “VESTÍGIOS DE UM PASSADO TROPICAL. OS FÓSSEIS DE CACELA”, 2009

A exposição, organizada pelo CIIPC em estreita colaboração com a Universidade do Algarve, pretendeu alertar a comunidade para a importância do Património Geológico do concelho de Vila Real de Santo António, designadamente da Jazida Fossilífera de Cacela Velha, onde se podem encontrar sedimentos que contêm o testemunho melhor preservado e mais completo do nosso país, em termos de abundância e diversidade de fósseis de moluscos provenientes de um período da História da Terra designado de Miocénico (7 a 9 milhões de anos).

Através de uma série de painéis explicativos e profundamente ilustrados, procurou-se perceber a formação geológica de Cacela, o ambiente, a ecologia e a paisagem do período em que se formaram os fósseis e as suas diferenças com o tempo actual. Fez-se uma breve incursão sobre a diversidade dos fósseis que se podem encontrar em Cacela, procurando compreender-se o processo de formação de um fóssil. Mostrou-se ainda, de uma forma didáctica, todo o trabalho desenvolvido pelos paleontólogos, alertando para a importância da protecção da geodiversidade. A exposição apresentava também uma projecção multimédia sobre a temática.

poster_expo_fósseis

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EXPOSIÇÃO “PLANTAS QUE CURAM. USOS E SABERES NA MEDICINA POPULAR”, 2010

A exposição debruçou-se sobre as antigas utilizações terapêuticas que as populações rurais têm vindo a desenvolver em torno das plantas. Gentes do campo e do mar acudiam a curandeiros ou a endireitas, em busca de benzeduras de afitos ou de nervos torcidos, dos quebrantos com maus-olhados ou das curas dos ouvidos, numa altura em que a crença era parte do remédio. A exposição recriou uma antiga ervanária com as várias ervas utilizadas para a preparação dos tratamentos, uma casa de fogo – o local onde muitas das mezinhas eram preparadas e aplicadas – e evocou os testemunhos recolhidos junto de ervanários, curandeiras e benzedeiras que ainda hoje detêm estes valiosos saberes.

A exposição nasceu na sequência do projecto educativo “Para que servem as plantas? Usos antigas da flora algarvia”, desenvolvido pelo CIIPC com a comunidade educativa do concelho entre2008 e 2010.

Inaugurou em Abril, com a presença do ervanário Mestre Salgueiro, da benzedeira D. Tolentina Pereira e de outros elementos da comunidade local.

Expo_Plantas que curam

 

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 “CASAS DE FOGO DO ALGARVE RURAL”, 2012

Esteve patente na Biblioteca Municipal de Vila Real de Santo António, durante o mês de Março, a exposição “Casas de fogo do Algarve rural” recriadas por crianças do 1º ciclo em oficinas, no âmbito do projeto educativo “O que comiam os nossos avós? A alimentação no Sotavento Algarvio” dinamizado pela Câmara Municipal de Vila Real de Santo António.

A cozinha, organizada em torno da chaminé, era geralmente a casa de entrada nas habitações rurais e lugar central no quotidiano da família. Aí, nas palavras do etnógrafo Benjamim Pereira “se faz o fogo, preparam os alimentos, as pessoas comem e reúnem nos tempos de pausa que marcam o ritmo do ciclo diário dos trabalhos. No desconforto geral das habitações do nosso arcaico mundo rural, era o lugar mais acolhedor e hospitaleiro.”

A “casa do fogo”, como lhe chamam no Algarve, era a divisão da casa onde os alimentos eram conservados e cozinhados, geralmente em panelas de barro ou ferro, no lume de chão. À roda do fogo juntava-se a família para a refeição, sentada em bancos ou cadeiras baixas de buinho ou tabua. Era também um espaço de convivialidade onde aos serões se partilhavam acontecimentos diários, estórias e contos do nosso imaginário popular.

Como eram antigamente as nossas cozinhas? Como que se cozinhava no lume de chão junto à chaminé? Como é que o fumo saía das casas? Que recipientes e utensílios se utilizavam na preparação dos alimentos e às refeições? Como e onde eram conservados os alimentos? São algumas das questões a que se procurou dar reposta nas Oficinas “Casas de Fogo” que a CMVRSA organizou, no CIIPC, no final de 2011.

Crianças de 3 turmas do 1º ciclo de Vila Nova de Cacela e Vila Real de Santo António envolvidas no projecto educativo “O que comiam os nossos avós? A alimentação no Sotavento Algarvio” foram desafiadas a criar miniaturas de antigas cozinhas da nossa região. Depois de uma sensibilização sobre as relações entre a alimentação e as formas do homem se relacionar com os recursos naturais e habitar o território, começaram por construir a estrutura das casas e de diferentes tipos de chaminé, passaram para as pinturas com pigmentos naturais da região, terminando com a modelagem e recorte do mobiliário, recipientes, utensílios e alimentos que integravam as antigas cozinhas. Uma forma divertida, engenhosa e criativa de ficar a conhecer melhor estas heranças materiais e imateriais ligadas à cozinha e alimentação.

Expo_casas de fogo

 

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BICHARADA DA SERRA, DO PINHAL, DO MONTADO E DO MAR, 2012

Corujas, ouriços e raposas na mata, morcegos nas grutas e lebres no montado, lontras nas ribeiras, ovelhas nos olivais, esquilos no pinhal, flamingos e pernas-longas no sapal, camaleões entre os piornos, atuns e sardinhas no mar,… são alguns dos muitos animais do Fundão, Marinha Grande, Montemor-o-Novo e Vila Real de Santo António – recriados pelas mãos das crianças que participam no Projeto “À Descoberta das 4 Cidades” – que se puderam descobrir na exposição que está patente no Centro Cultural António Aleixo em Vila Real de Santo António.

A ação educativa em curso (2010-2013) “Bicharada, Ervas & Companhia” –, que enquadra os trabalhos expostos, propõe aos alunos, professores e comunidade educativa a descoberta da fauna e da flora que caracteriza e identifica as paisagens dos 4 concelhos. Uma descoberta não só dos valores naturais e paisagísticos, mas também culturais, procurando compreender as relações antigas que o homem vem estabelecendo com a natureza.

Identificar e conhecer áreas naturais protegidas e de interesse ambiental; identificar e estudar a fauna e flora de cada concelho; identificar e registar práticas, saberes-fazeres, representações, expressões orais e artísticas que resultem das relações entre o homem e a natureza; motivar dinâmicas de exploração da natureza; e explorar a criatividade e a expressão artística no tratamento dos conteúdos recolhidos, são alguns dos objetivos desta ação educativa, com que se pretende aprofundar o conhecimento destas regiões e reforçar a geminação das 4 cidades.

A exposição abriu ao público no dia 11 de Março, por ocasião das comemorações da elevação a cidade do Fundão, Marinha Grande, Montemor-o-Novo e Vila Real de Santo António, e foi nesse mesmo dia visitada por mais das duas centenas de crianças dos 4 municípios. Foi com grande entusiasmo que redescobriram os animais que esculpiram e pintaram com recurso a diversas técnicas e materiais (esculturas com papel de jornal e cola, com elementos naturais, mosaicos com fragmentos de azulejos, pintura em vidro,…).

Expo_Bicharada

 

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EXPOSIÇÃO “SÍRIA” COM FOTOGRAFIAS DE PEDRO BARROS E TEXTOS DE ÁLVARO FIGUEIREDO, 2012

Exposição que convida a mergulhar na história milenar de um país de uma grande diversidade cultural, parte do chamado Crescente Fértil, onde as origens da agricultura e da vida sedentária se desenvolveram há cerca de 10.000 anos e onde mais tarde, a partir do V-IV milénios a. C., ao longo do vale do Eufrates, surgem as primeiras cidades e se dão os primeiros passos no desenvolvimento da escrita. A situação geográfica da Síria, entre a costa do Mediterrâneo, a ocidente, e o vale do Eufrates, a oriente, permitiu ainda o desenvolvimento, através dos séculos, das grandes rotas comerciais entre a Ásia e o mundo mediterrânico.

As imagens registadas pela objectiva de Pedro Barros convidam-nos ainda a viver a Síria presente, nas suas gentes e costumes, nas cidades árabes de Aleppo e Damasco, por entre edifícios com séculos de história mas ainda em utilização. No encanto do canto do muezzine que dos altos minaretes convida o crente para a oração. Ou ainda nos cafés, onde entre os aromas exóticos do café e tabaco e o borbulhar do fumo do narguileh (cachimbo d’água), ouvimos o contador de histórias a declamar os épicos de Alexandre ou do famoso herói Antar.

As fotografias são legendadas por pequenos textos explicativos, da autoria de Álvaro Figueiredo, especialista em Arqueologia do Próximo e Médio Oriente Antigo, e Língua Árabe.

Pedro Barros nasceu em Lisboa em 1975. Exerce actualmente a profissão de Arqueólogo na Direção-Geral do Património Cultural. Como fotógrafo tem no seu curriculum diversas exposições individuais.

Expo Síria

 

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EXPOSIÇÃO “SOUS LES PAVÉS, LA PLAGE… SOUS LA PLAGE UN AUTRE ALGARVE OU A RESILIÊNCIA DE UM ALGARVE OUTRO” DE FILIPE DA PALMA, 2013

Exposição fotográfica de Filipe da Palma onde de baixo de areia da praia, dentro de vitrines de vidro, o visitante, descobre, afastando a areia numa espécie de exercício de arqueologia, registos fotográficos de um outro Algarve, de um Algarve antigo, que vai sobrevivendo a custo à destruição imposta nas ultimas décadas pela industria do turismo. Nas paredes, uma viagem por entre o mar e a terra de Cacela. Cacela que, nas palavras do fotógrafo, “surge como um sobranceiro esporão, e se por um lado nos cativa por um ciciar através da vista de balsâmicas paisagens, por outro afirma a um mesmo tempo com um murro na mesa – pela sua tangível existência e resiliência: Isto era o Algarve, foi isto que vós haveis perdido.”

Filipe da Palma (1971) estudou fotografia no AR.CO e trabalha actualmente como fotógrafo na C.M. de Portimão. O seu trabalho de recolha fotográfica do património no Algarve nos últimos vinte anos é um registo valioso da diversidade e riqueza cultural da região.

Expo_Filipe Palma

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EXPOSIÇÃO “BICHOS. QUEM NOS OBSERVA DA PAISAGEM?”, 2013

Nesta exposição com ilustrações de Marta Santos, somos observados pelos bichos que habitam a nossa paisagem: o flamingo, o camaleão, o morcego, a libélula, o abelharuco, e muitos outros. Grasnam, chiam, zumbem, piam, coaxam… em alerta! Chamam a atenção para as profundas transformações dos seus habitats no Algarve e sua consequente vulnerabilidade. Como “bio-indicadores” revelam-nos a importância da conservação das zonas costeiras e dunares, das ribeiras e charcos, e espaços agrícolas da região.

Na exposição ouvimos alguns dos seus sons. Cada ilustração tem associada uma ficha de identificação da espécie com informações úteis para uma maior responsabilidade ambiental.

À exposição associaram-se duas oficinas, uma para adultos e outra para crianças e jovens .

Marta Santos

Arquitecta e ilustradora, tem dedicado o seu trabalho em torno de projectos de investigação e valorização da paisagem, património cultural e arquitectónico do Algarve.

Tem desenvolvido diversos projectos educativos e comunitários no âmbito das artes plásticas para grupos escolares, adultos e seniores.

Um dos seus últimos trabalhos ilustrados, o projecto escolar “Tia Anica de Loulé”, foi editado pela Câmara Municipal de Loulé.

Expo Bichos. Quem nos observa da paisagem

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