O TOMILHO nº 32

Já saiu um novo número do Tomilho (Março/Abril), nº 32.

O Tomilho é o boletim do CIIPC / CMVRSA, com edição bimensal, no qual se dá conhecimento das nossas actividades, mas onde se dá também voz à população publicando fotografias antigas e registando memórias, saberes-fazeres, tradições festivas, receitas e objectos. Um instrumento valioso que vem garantindo um envolvimento da população local no trabalho que desenvolvemos.

Neste número o destaque vai para os almocreves e venda ambulante, numa aproximação à sua história, desde o séc. XVI, e na actualidade a partir de uma fotografia antiga e de memórias orais de habitantes locais. Na rúbrica de Arqueologia damos a conhecer materiais em metal do período medieval (islâmico e cristão) recolhidos nas escavações arqueológicas em Cacela Velha.

Boas leituras!

Publicação de artigo científico sobre a tradição cerâmica em Cacela

Foi recentemente publicado o artigo “A tradição cerâmica em Cacela (Vila Real de Santo António). Uma aproximação a partir dos vestígios arqueológicos, fontes históricas e memórias orais” produzido pela equipa do CIIPC e colaboradores externos, na revista al-‘Ulyà (nº 22, 2020, pp. 129 a 144) do Arquivo Municipal de Loulé.

Este texto resulta de um projecto de investigação sobre a tradição cerâmica em Cacela (cujos primeiros resultados foram apresentados num congresso na cidade de Granada em 2013) que pela primeira vez se debruçou sobre a produção oleira em Santa Rita que subsistiu até meados do séc. XX. Na Olaria Rosa eram feitos alguidares para amassar o pão, potes para conservar as azeitonas, panelas para cozinhar no lume de chão, cântaros para transportar água e infusas para a manter fresca, utensílios essenciais no quotidiano das populações. Através das memórias orais de filhos, netos e habitantes da aldeia, da recolha de peças e da pesquisa histórica, foi possível reconstituir parte deste antigo saber-fazer.

O desenvolvimento de uma tradição oleira nesta aldeia não será alheio ao facto de existirem barreiros nas proximidades com matéria-prima de excelente qualidade e de onde era extraída a argila. A qualidade e disponibilidade dos barros foi provavelmente o motivo que propiciou também a instalação na década de 1930/40 de uma pequena unidade fabril (telheiro), próximo do Serro dos Barros, para produção de telhas e tijolos, e da qual restam ainda as ruínas de um dos fornos.

Porém, os vestígios arqueológicos sugerem a existência de uma tradição oleira muito mais antiga enraizada na região de Cacela. Assim se explicam os vários vestígios de fornos de época romana (Manta Rota e Quinta do Muro), produções locais do período islâmico, como atesta o estudo de colecções cerâmicas exumadas em Cacela-a-Velha, e a construção de uma unidade fabril para fabricação de ladrilhos na Fábrica, junto à Ria Formosa, a poente de Cacela Velha, que ali laborou desde 1892 até à década de 1930.

Pode descarregar o artigo completo aqui:

TOMILHO nº 31

Já saiu um novo número do Tomilho (Janeiro/Fevereiro), nº 31.

O Tomilho é o boletim do CIIPC / CMVRSA, com edição bimensal, no qual se dá conhecimento das nossas actividades, mas onde se dá também voz à população publicando fotografias antigas e registando memórias, saberes-fazeres, tradições festivas, receitas e objectos. Um instrumento valioso que vem garantindo um envolvimento da população local no trabalho que desenvolvemos.

Neste número o destaque vai para o 5º aniversário do Tomilho, assinalada com reflexão sobre os seus propósitos e impacto junto da comunidade e na valorização do seu património, e com depoimentos dos seus leitores. Neste número o pão é o tema central. Salientamos na rúbrica História e Arqueologia os fornos de pão, sua evolução, características e usos no Algarve rural, e na rúbrica Memórias e Saberes, a arte de fazer pão a partir de fotografia antiga e de depoimentos de mulheres de Santa Rita que fizeram e ainda fazem o pão nas suas casas.

Boas leituras!

ACONTECEU NO CIIPC EM 2020

Este ano foi um ano diferente, com a pandemia de COVID-19 a deixar marcas no nosso trabalho, especialmente no que diz respeito à relação com os nossos públicos e com a comunidade.

Como a grande parte dos museus e espaços culturais da região, o CIIPC passou pelo encerramento temporário de instalações e viu grande parte das suas actividades (percursos interpretativos, oficinas, actividades educativas, mercadinhos, datas festivas,…) serem canceladas ou adiadas.

A pandemia foi-nos desafiando ao longo do ano: como continuar a cumprir um papel relevante na sociedade? Tivemos de procurar novos caminhos que passaram pelo aprofundamento do estudo de colecções arqueológicas e do nosso património local e pela divulgação de conteúdos na Internet, redes sociais e no nosso boletim “O Tomilho”.  Aos pouco fomos retomando a relação com a comunidade educativa e a população local, sempre no cumprimento das normas de segurança definidas pela DGS.

Aqui fica o balanço “ilustrado”, para que possamos recordar e pensar sobre o trabalho realizado, que é também de todos aqueles que estiveram connosco (presencialmente ou à distância) e se envolveram nas nossas actividades.

DESTAQUE

Assinalaram-se este ano, em Outubro, 15 anos de existência do CIIPC

Corria o ano de 2005 quando no lugar da antiga escola primária de Santa Rita surgiu o Centro de Investigação e Informação do Património de Cacela. Decorreram desde então 15 anos marcados por escavações arqueológicas, exposições, conversas, passeios pedestres, visitas, oficinas, publicações, projectos educativos, programação cultural (teatro, cinema, música, poesia) e projectos comunitários na aldeia de Santa Rita. Desde então temos orientado a nossa intervenção em torno de 4 eixos fundamentais: identificar e investigar; informar, interpretar e usufruir; educar para o património; e definir uma programação cultural de qualidade para Cacela. O balanço que fazemos é muito positivo: desenvolvemos um trabalho enraizado no território, próximo da comunidade, com objectivos e estratégias definidos, e fizemo-lo procurando construir parcerias alargadas e, acima de tudo, para as pessoas e com as pessoas.

1. INVESTIGAÇÃO

CACELA VELHA – PERÍODO MEDIEVAL

Este ano, em virtude da pandemia de COVID 19 e todas as restrições associadas, as partes envolvidas (Universidade do Algarve, Direcção Regional de Cultura do Algarve, Simon Fraser University do Canadá e Câmara de VRSA) decidiram não avançar com a campanha de escavações arqueológicas no sítio do Poço Antigo em Cacela Velha, que daria continuidade ao terceiro ano do projecto “Muçulmanos e Cristãos em Cacela Medieval: território e identidades em mudança”.

Mas ao longo do ano, no CIIPC continuou o estudo das colecções de cerâmicas islâmicas de Cacela Velha (descrição analítica e tipológica, desenho técnico, fotografia); organização e actualização do inventário do espólio cerâmico arqueológico em depósito no CIIPC; criação de base de dados para o estudo da “Uniformização da Cerâmica Islâmica de Cacela”. Continuou a colaboração com o laboratório de conservação e restauro da Universidade do Algarve no restauro de peças arqueológicas. Realizaram-se ainda intervenções com vista ao levantamento 3D do sítio arqueológico do Poço Antigo, por aluno da Universidade do Algarve no âmbito do seu projecto de dissertação de Mestrado em Arqueologia, com uma componente topográfica e de drone, seguida de reconstituição e análise arquitectónica das estruturas habitacionais do bairro islâmico.

A equipa do CIIPC ccolaborou ainda na preparação da Candidatura do Projecto «Salvaguarda e revitalização do Conjunto Histórico de Cacela-a-Velha» aos EEA GRANTS 2014-2021 – Call 1 – Desenvolvimento local através da Salvaguarda e Revitalização de Património Cultural Costeiro (apresentada no início de Abril).

TÚMULO MEGALÍTICO DE SANTA RITA – PRÉ-HISTÓRIA

Continuou o estudo dos materiais arqueológicos do túmulo megalítico de Santa Rita, pelo grupo de Investigação do MIDAS Tercer Milenio – Arqueología y Prehistoria da Universidade de Huelva
(http://www.midastercermilenio.com/
). Espera-se para breve a edição de uma publicação de divulgação científica deste importante sítio arqueológico pré-histórico. Até lá o CIIPC foi partilhando na sua página de Facebook resultados preliminares publicados pelo grupo MIDAS sobre: população e dieta a partir da análise física das ossadas depositadas no túmulo; as contas de colar em pedra, oferendas votivas aos antepassados; grandes lâminas de calcário e redes de circulação regional de produtos e matérias-primas; produção de cerâmica e metalurgia no 3º milénio em Santa Rita; cinábrio (pigmento de cor vermelha), uso ritual e simbólico e redes supra regionais de circulação de matérias-primas.

PATRIMÓNIO RURAL VERNÁCULO DE CACELA E PATRIMÓNIO ARQUITECTÓNICO DE CACELA VELHA

O Património rural vernáculo da freguesia de Vila Nova de Cacela assumiu-se durante o ano, como um dos eixos de investigação do CIIPC. Depois de investigação em torno das eiras, desenvolvemos trabalho de pesquisa sobre moinhos de água e fornos de pão.

Em Cacela Velha debruçámo-nos ainda sobre transformações no espaço público da antiga Vila de Cacela -habitações e população entre finais do séc. XIX e meados do XX, com recurso a fontes históricas e fotografia antiga, e sobre as suas platibandas, elemento identificador da arquitectura popular Algarvia.

Textos de divulgação sobe estas temáticas foram publicados no nosso boletim “O Tomilho”.

CLASSIFICAÇÃO DE PATRIMÓNIO

No início do ano o CIIP Cacela congratulou-se com a abertura do procedimento de classificação do túmulo megalítico de Santa Rita, cujo Anúncio n.º 83/2020 foi publicado no Diário da República a 16 de Abril. A proposta de classificação do Túmulo Megalítico de Santa Rita partiu em 2017 da CMVRSA através do CIIPC. O TMSR é um monumento singular de elevado valor patrimonial e histórico com 4 mil e 500 anos, constituído por câmara funerária (onde se identificaram os restos ósseos dos antepassados e as oferendas votivas que os acompanhavam na última “viagem”) a que se acedia por um longo corredor. Sobre a colina artificial que cobria a câmara foi identificada uma necrópole, cerca de mil anos mais recente que as primeiras deposições no túmulo, testemunhando uma continuidade na sua utilização e sacralização. Trata-se de uma construção megalítica de elevado valor histórico, patrimonial e científico, com características únicas no Sul de Portugal, pela sua antiguidade, estado de conservação e informação arqueológica associada, bem como pela riqueza e diversidade dos achados.
A classificação do túmulo, para além de reconhecer publicamente o seu valor, criará condições para a sua protecção, conservação, bem como para a valorização patrimonial e paisagística do conjunto, que garantam para além da sua preservação, também o seu usufruto por parte da população local e visitantes.

2. VALORIZAÇÃO, DIVULGAÇÃO E USUFRUTO DO PATRIMÓNIO

PASSEIOS E VISITAS

Pese embora a preparação do programa da 14ª edição dos PASSOS CONTADOS – Passeios pedestres de interpretação da paisagem durante o primeiro trimestre do ano, esta edição ficou suspensa.

EXPOSIÇÕES NO CIIPC

Manteve-se no CIIPC a exposição “Profissões Antigas de Cacela”, que resulta de trabalho de campo, desenvolvido pela equipa do CIIPC, junto de 10 profissionais na zona de Cacela: agricultor, barbeiro, mestre caleiro, cesteiro, costureira, empalhador de cadeiras, merceeira, pastor, mariscador, pescador e calafate.

No final do ano esteve exposto no CIIPC o tradicional Presépio Algarvio. Elaborado com a comunidade de Santa Rita. Patente entre 7 Dezembro 2020 e 6 Janeiro 2021.

Durante o mês de Janeiro organizámos e montámos a exposição itinerante “Lendas e Encantamentos no Algarve” com trabalhos de alunos do pré-escolar no âmbito de projecto educativo sobre as lendas no Algarve promovido pelo Grupo de Educação da Rede de Museus do Algarve. No concelho de Vila Real de Santo António este projecto foi dinamizado, no ano lectivo anterior, pelo CIIPC no âmbito da oferta educativa do Município. Participaram crianças de jardins-de-infância e do 1º ciclo de Vila Nova de Cacela, Monte Gordo Vila Real de Santo António. A exposição esteve patente na Biblioteca Municipal Vicente Campinas, Vila Real de Santo António entre 8 e 31 de Janeiro.

No final do ano acolhemos no CI da Casa do Pároco, Cacela Velha a exposição fotográfica “CACELA VELHA A PRETO E BRANCO” com os trabalhos a concurso para o Calendário de 2021 da ADRIP. Patente entre 8 a 31 de Dezembro.

PUBLICAÇÕES

No final do ano foi publicado na Revista al-‘Ulyà, nº 27, o artigo“A tradição cerâmica em Cacela (Vila Real de Santo António). Uma aproximação a partir dos vestígios arqueológicos, fontes históricas e memórias orais” da autoria de Catarina Oliveira, Nuno Inácio, Cristina Garcia, Patrícia Dores e Miguel Godinho.

3. EDUCAÇÃO PARA O PATRIMÓNIO

ACÇÕES CONTINUADAS

Conclusão da dinamização da acção educativa “Às voltas com a água. À descoberta dos patrimónios da água nas 4 cidades” no âmbito do Projecto “À Descoberta das 4 Cidades” (Vila Real de Santo António, Montemor-o-Novo, Marinha Grande e Fundão). Neste último ano organizaram-se os conteúdos – desenhos e questões – com vista à produção de um jogo em formato digital sobre os “Usos da água, ontem e hoje” (conteúdos produzidos pelo CIIPC/CMVRSA e programação por informático da CM Fundão). A apresentação ao público está prevista para breve.

ACTIVIDADES EDUCATIVAS PONTUAIS NO ÂMBITO DA OFERTA EDUCATIVA MUNICIPAL

Ano lectivo 2019/2020

O CIIPC contribuiu para o enriquecimento da oferta educativa para as escolas do concelho com várias propostas, tendo dinamizado as seguintes durante o 2º período deste ano lectivo, até ao confinamento a 16 de Março.

Acção educativa “Qual é coisa, qual é ela? Adivinhas da nossa tradição oral”

Quando alguém pergunta “Qual é coisa, qual é ela”, rapidamente o ouvinte percebe que vai ser desafiado para responder a uma adivinha. As adivinhas ligam-se a saberes ancestrais relacionados com a língua, a natureza, o corpo, os ciclos produtivos, as relações sociais e de parentesco e crenças. Nesta actividade brincamos com as adivinhas através de um jogo cheio de desafios que envolve objectos que remetem para as soluções. Dinamização da actividade com 3 salas de Jardins e Infância de VRSA e Vila Nova de Cacela.

Acção educativa “O que a terra nos dá? Pomar Tradicional de Sequeiro”

Figueiras, amendoeiras, alfarrobeiras e oliveiras constituem o tradicional pomar de sequeiro que se assume como elemento identificador da paisagem cultural algarvia. Na sua complexa simplicidade, e adaptado às condições de solo e clima do Barrocal algarvio, o Pomar de sequeiro garantiu durante séculos a valorização da paisagem e dos recursos naturais e assegurou o sustento das famílias que dele se ocupavam. Nesta actividade, ao longo de uma conversa inicial, percurso com desafios, e momento de degustação, damos conhecer as árvores que caracterizam o pomar de sequeiro, os seus frutos, sua conservação, utilizações e importância histórica na economia da região. Dinamização da actividade na Quinta Casa de Cacela com 4 salas de Jardins de Infância de Monte Gordo e Vila Nova de Cacela.

Acção educativa “Brinquedos populares. Criar e brincar”

Antigamente era preciso pouco para brincar. Os brinquedos, construídos pelas crianças, pais ou avós, eram feitos com o que estava à mão: um pedaço de cortiça, ou de cana, bolotas ou bugalhos, flores, arame, latas, trapos, restos de lã, botões,… Nesta actividade parte-se de uma conversa que envolve a manipulação de brinquedos antigos para a criação pelas crianças de alguns brinquedos simples. Dinamização da actividade com 3 salas de Jardins de Infância de VRSA e 3 turmas do 1º ciclo de Escolas de VRSA.

Acção educativa “Desenterrar o passado. Fazer falar pedras, ossos e cacos no túmulo megalítico de Santa Rita” – Visita-jogo a sítio arqueológico

Neste percurso de descoberta desenterramos o passado e fazemos falar pedras, ossos e cacos no túmulo megalítico de Santa Rita, um monumento funerário com cerca de 5000 mil anos. No sentido de despertar o interesse e dar a conhecer um dos mais significativos testemunhos pré-históricos da região, lançam-se perguntas e desafios a partir de visita ao monumento e jogo com réplicas de objectos pré-históricos. Dinamização da actividade com turma do 1º ciclo de escola de VRSA.

Acção educativa “Arqueológo por uma manhã”

Numa caixa arqueológica, no exterior do CIIPC, com estratigrafia e artefactos arqueológicos de diversas épocas, as crianças e jovens transformam-se em pequenos arqueólogos utilizando as ferramentas e técnicas da profissão. Dinamização da actividade com turma do 1º ciclo de escola de VRSA.

O CIIPC realizou ainda, no início de Março, uma apresentação de sensibilização sobre “A Arquitectura Popular no Algarve. A cal e a cor no revestimento das casas e nas platibandas” com 2 turmas do 6º ano, da EB2,3 Infante D. Fernando, Vila Nova de Cacela.

Ficaram por realizar diversas actividades agendadas, na sequência das medidas de contenção do surto de COVID-19.

Ano lectivo 2020/2021

Para o ano lectivo 2020/2021 o CIIPC apresentou 9 actividades educativas, que integram a oferta educativa do município durante este ano lectivo. Três das quais são novas:

. Acção educativa “As profissões e a água” inserida no projecto comum “Meter água” dinamizado pela rede de museus do algarve (RMA-EDU);

. Conversa + visita + oficina “Cal, cor e platibandas na arquitectura popular algarvia”;

. Visita + oficina “As aves que me rodeiam” a dinamizar no Jardim de plantas autóctones da Várzea de Cacela Velha.

Durante o primeiro período do ano lectivo dinamizou a actividade “Brinquedos populares. Criar e brincar” com uma sala de Jardim de Infância e uma turma de 1º ciclo de VRSA.

Este ano só conseguimos dinamizar 2 das habituais OFICINAS TEMÁTICAS E CRIATIVAS para o público em geral e famílias:

Oficina “Trabalhar a pele. Vamos criar uma carteira e uma pulseira” orientada pelo artesão Fernando Gonçalves. Para o público em geral, no CIIPC, Santa Rita, no dia 19 de Janeiro

Oficina “Flores em crochet” orientada por Violeta Weitz. Para o público em geral, no CIIPC, Santa Rita, no dia 2 de Fevereiro

Chegámos a programar um par de outras oficinas “Vamos colorir a Primavera com aguarelas naturais” (Março) e oficina de costura “Avental em tecido” (Outubro), mas foram adiadas. Esperamos conseguir dinamizá-las em 2021.

A convite do Centro de Ciência Viva de Tavira, o CIIPC dinamizou um Passeio Histórico em Cacela Velha, no dia 3 de Setembro, para o público em geral e famílias, no âmbito do Programa Ciência Viva no Verão.

Durante as férias de Páscoa e Verão, não se realizaram as habituais oficinas para público infanto-juvenil.

Ao longo do ano apenas conseguimos receber a visita dos utentes da Asmal – Associação de Saúde Mental do Algarve, num primeiro momento ainda em Março, para dinamização da visita-jogo “Desenterrar o passado. Fazer falar pedras, ossos e cacos no túmulo megalítico de Santa Rita”.

4. ENVOLVIMENTO COMUNITÁRIO

A partir de Janeiro e até meados de Março, mantivemos o encontro regular semanal de elementos da população da aldeia de Santa Rita e do concelho de Vila Real de Santo António, para dar corpo a projectos artísticos/artesanais. Começámos o ano com a criação de flores em crochet para a maia e flores de papel para a festa de Santa Rita e santos populares. Os encontros foram temporariamente suspensos, a partir de meio de Março, em resposta à propagação do surto de COVID-19, e foram retomados em Outubro (com o cumprimento as normas de segurança definidas pela DGS).

A ACASO, Associação Cultural e de Apoio Social de Olhão, convidou entretanto o CIIPC a colaborar no projecto “Oh meu Algarve”, coordenado pela artista Joana Rocha, que tem como objectivo contribuir para a valorização do Pomar de Sequeiro, elemento identificador da paisagem da região, num contexto em que se assiste à sua destruição progressiva, fruto do avanço de culturas intensivas de regadio.

O projecto concretiza-se numa instalação artística alusiva ao Pomar de Sequeiro, suas árvores e outros elementos caracterizadores da biodiversidade associada, que poderá ser visitada pelo público, a partir de Abril de 2021, em 3 das entidades parceiras: no Museu do Traje de São Brás de Alportel, local a designar em Faro e no CIIP Cacela. A comunidade da aldeia começou a reunir-se semanalmente no CIIPC para a criação artística.

Talegos à porta na aldeia de Santa Rita

A aldeia de Santa Rita assinalou os dias de Todos os Santos e dos Finados com talegos à porta das casas. Este ano o CIIP Cacela / CMVRSA voltou a desafiar a população a trazer as suas bolsas de retalhos para a rua para celebrar antigas tradições associadas ao culto dos mortos.

Era com estas bolsas que as crianças iam, pelos Santos e Finados (1 e 2 de Novembro), de porta em porta pedir pelos santos, pelas almas ou pelos defuntos, dizendo expressões como: Pão por Deus ou Bolinho, bolinho, pela alma do defuntinho. Recebiam no saco: bolinhos, figos secos, amêndoas, nozes,…

As bolsas, costuradas pela população, resultaram de um projecto comunitário, promovido pelo CIIP Cacela no ano passado, com o intuito de manter vivas estas tradições associadas ao Pão por Deus e assinalar este importante período do ciclo festivo dedicado ao culto dos antepassados.

Natal em Santa Rita e Cacela Velha

Vivemos um ano diferente, mas em Santa Rita e Cacela Velha quisemos continuar a assinalar o Natal, valorizando antigas tradições e reutilizando materiais de forma criativa.

Criação de presépio e árvore de natal com respectivos enfeites para a aldeia de Santa Rita

No conjunto de árvore de Natal e presépio, junto à ermida de Santa Rita, iluminado durante a noite, vimos o resultado da vontade, empenho e criatividade da comunidade de Santa Rita, que se juntou para recriar o presépio e os enfeites da árvore de Natal. Ramos de árvore com decorações de Natal animaram alguns dos candeeiros e postes da aldeia.

Criação e montagem de árvore de natal em Cacela Velha

Em Cacela Velha, como vem acontecendo em anos anteriores, montou-se a árvore de Natal com bolas de trapo, criadas com a colaboração das Casas do Avô e população de Santa Rita. Bolas de trapo que evocam brinquedos de outros tempos, numa altura em que o pouco era muito.

Criação e montagem de Presépio Algarvio no interior do Ciipc com a colaboração da população

No presépio algarvio voltou a recupera-se no CIIPC, com a participação dos habitantes da aldeia de Santa Rita, a muito antiga tradição de em Dezembro se armar o presépio e o “altarinho” de cariz popular. Nas casas, em cima da cómoda, elevado ao centro em degraus, colocava-se o menino Jesus, cercado de searinhas, laranjas e outros frutos, votos de pão e de prosperidade para a família. As searinhas são semeadas por tradição no dia 8 de Dezembro, dia de N. Sra da Conceição, na continuidade dos antigos cultos da fertilidade, numa altura em que nos campos se fazem as sementeiras. São oferecidas ao menino Jesus com o pedido de boas colheitas.

5. PROGRAMAÇÃO CULTURAL EM CACELA

Este ano, pese embora várias tentativas, não chegámos a conseguir realizar os animados e participados Mercadinhos na Primavera, Verão, Outono e Natal em Cacela Velha (em colaboração com a ADRIP), nem os Mercados de Trocas com o Banco de Voluntariado de VRSA.

Neste contexto, o CIIPC/CMVRSA propôs-se organizar com a ADRIP uma mostra de artesanato, durante o período que antecede o Natal, que pretendeu valorizar os artesãos e produtores locais de Vila Real de Santo António e de concelhos vizinhos e também dar ao visitante e público em geral a possibilidade de, neste Natal, oferecerem presentes artesanais únicos.

Cacela Velha acolheu assim na época natalícia ESPREITA-ME! Uma mostra de artesanato que convidou 3 artesãos/produtores locais, a cada 3 dias, de forma rotativa, a exporem e venderem os seus produtos. Estiveram presentes 18 artesãos / produtores locais. A mostra decorreu entre os dias 7 a 22 de Dezembro, na envolvente da Casa do Pároco e cisterna, e foi muito bem acolhida por artesãos e visitantes.

Clássica em Cacela

Foi programada a 9ª edição da Clássica em Cacela com o recital de piano “Poetic Scenes” por Vasco Dantas para o dia 14 de Outubro. Porém esta edição, organizada com a Algartes – Associação para a promoção e desenvolvimento da música erudita no Algarve, e com direcção artística de Teresa Matias e Isabel Vaz, acabou por não ter lugar em Cacela Velha, mas sim em Faro, pelo facto da CMVRSA ter decretado o cancelamento de todos os eventos culturais e desportivos devido ao aumento súbito de novos casos covid-19 no município. O concerto realizou-se presencialmente em Faro – no Club Farense – e foi transmitido em directo através do facebook Clássica em Cacela.

Maios na aldeia de Santa Rita

Este ano os Maios não puderam sair à rua em Santa Rita.

Manteve-se porém aberto o “Concurso de quadras para os Maios na aldeia de Santa Rita”, lançado em Março, que teve por objectivo estimular a produção de quadras para os Maios em Santa Rita, uma antiga tradição festiva, com muita expressão no Algarve, com que se assinala no dia 1 de Maio o esplendor da Primavera. O concurso esteve aberto até ao dia 13 de Abril. Foram recepcionadas quadras de 13 participantes (individuais e colectivos). O júri fez a sua avaliação das dezenas de quadras e seleccionou os 3 melhores conjuntos de quadras. Os resultados foram divulgados aos participantes e ao público em geral.

Assim, mesmo sem Maios na rua, as quadras recebidas, divulgadas nas redes sociais, ajudaram a assinalar esta festa tão especial para a região e para a aldeia de Santa Rita. O corpus de quadras recolhidas será utilizado na próxima edição dos Maios. As entregas do 1º e 3º a Manuel João Calado e José Trindade, respectivamente, aconteceram no Verão e foram devidamente registadas.

6. EDIÇÕES

Continuou a edição do “Tomilho”, o boletim do CIIPC com edição bimensal (6 números por ano) no qual se dá conhecimento das nossas actividades, mas onde se dá também voz à população publicando fotografias antigas e registando memórias, saberes-fazeres, tradições festivas, receitas e objectos. Um instrumento valioso que vem garantindo um envolvimento da população local no trabalho que desenvolvemos.

No primeiro trimestre publicámos no nosso site todos os números anteriores (25), na sua versão PDF, no sentido de chegarmos a um público mais alargado.

Para além das rúbricas relacionadas com o trabalho desenvolvido e a desenvolver pelo CIIPC e com recolhas junto da comunidade (memórias e saberes, objectos com história, receita, património oral), foram durante este ano produzidos textos de investigação/ divulgação sobre: A pandemia de 1918-1919; Eiras de Santa Rita e seus usos antigos; Jazigo e história de José Gil Cardeira protagonista da lenda da cobra; Antiga Vila de Cacela – transformações no espaço público, habitações e população entre finais do séc. XIX e meados do XX; Moinho do Rio Seco e sua história a partir de memórias orais dos descendentes da família Fernandes Neto (4 gerações de moleiros) e importância dos moinhos na economia rural algarvia.

7. PARTICIPAÇÃO EM ACÇÕES DE FORMAÇÃO, ENCONTROS, JORNADAS

. Apresentação da comunicação “Cacela a Velha no mundo mediterrânico almoáda através das cerâmicas” da autoria de Patrícia Dores e Cristina Garcia nas Jornadas Internacionais “Terra, Pedras e Cacos do Garb Al – Andalus”que decorreram nos dias 23, 24 e 25 de Janeiro de 2020 em Palmela.

. Participação das técnicas Catarina Oliveira e Susana Araújo em acção de formação sobre Mediação Cultural com Samuel Silva, no dia 21 de Fevereiro, no Chalet João Lúcio, promovida pelo Museu de Olhão.

. Participação na acção de formação “Património Cultural Imaterial. Exemplos e práticas” (ministrada por Catarina Oliveira – CIIPC e Cristina Fé Santos – DRCAlg), no dia 17 de Junho, através da plataforma zoom para cerca de 60 docentes, no âmbito de colaboração com o CFAE Levante Algarvio e a Direcção Regional de Cultura do Algarve.

8. TRABALHO EM REDE

O CIIPC/CMVRSA integra desde 2008 a Rede de Museus do Algarve, continuando a participar activamente nas reuniões gerais e na dinâmica dos grupos de trabalho entretanto constituídos (Arqueologia, Património Cultural Imaterial, Educação).

Este ano continuámos próximo dos nossos colegas dos museus do Algarve, tendo participado em dezenas de reuniões on-line, que nos ajudaram a reflectir e procurar soluções em conjunto para os desafios lançados pela pandemia.

Alguns destaques:

Integração do Grupo Coordenador da RMA durante o biénio 2020 – 2021.

Coordenação do grupo de Educação da RMA.

Elaboração dos diagnósticos dos serviços educativos da Rede de Museus do Algarve, realizados anualmente pelo grupo de Educação da RMA, em estreita colaboração com as entidades que fazem parte da Rede.

Este ano o Centro de Investigação e Informação do Património de Cacela /CMVRSA voltou a armar o presépio algarvio com a participação dos habitantes da aldeia de Santa Rita.

No Algarve, em Dezembro era costume armar-se o presépio e o “altarinho” de cariz popular. Nas casas, em cima da cómoda, elevado ao centro em degraus, colocava-se o menino Jesus, cercado de searinhas, laranjas e outros frutos, votos de pão e de prosperidade para a família. Trata-se de uma tradição muito antiga que parece remontar no Algarve pelo menos à Idade Média.

As searinhas são semeadas por tradição no dia 8 de Dezembro, dia de N. Sra da Conceição, na continuidade dos antigos cultos da fertilidade, numa altura em que nos campos se fazem as sementeiras. Os grãos de trigo, centeio, cevada são colocados a germinar em latinhas de conserva ou pires e mantidos húmidos enquanto germinam. São oferecidas ao menino Jesus com o pedido de boas colheitas.

Esta antiga tradição associada ao Natal ajuda-nos a compreender a dimensão de incerteza que acompanhava a actividade agrícola nas sociedades passadas e a necessidade que havia de, ao longo do calendário festivo, através de práticas e intervenções rituais e simbólicas, estabelecer ligação com as entidades divinas, pedindo que intercedessem para proteger e propiciar o eterno renascer da natureza, a fertilidade da terra, garante da sua sobrevivência.

Visite-nos no seguinte horário
De segunda a sexta-feira
9h00 – 13h00 e 14h00 – 17h00

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Cacela Velha acolhe nesta época natalícia ESPREITA-ME! Uma mostra de artesanato que convida 3 artesãos/produtores locais, a cada 3 dias, de forma rotativa, a exporem e venderem os seus produtos. Decorre entre os dias  7 a 22 de Dezembro, das 10h30 às 16h30 na Casa do Pároco e/ou envolvente, dependendo das condições climatéricas.

Espreita-me! é uma iniciativa do CIIPC/CMVRSA e da ADRIP e pretende, no contexto actual que vivemos e, na impossibilidade de se realizarem os habituais mercadinhos sazonais em Cacela Velha, valorizar os artesãos e produtores locais de Vila Real de Santo António e de concelhos vizinhos. Pretende também dar ao visitante e público em geral a possibilidade de, neste Natal, oferecerem presentes artesanais únicos.

Visite-nos!

CALENDÁRIO

7 a 9 Dezembro – Empreita (Ana Maria Afonso); Frutos secos (Maria Aldina); costura e crochet (Martinha Fernandes)

10 a 12 Dezembro – Pinturas e esculturas em madeira (Casa dos Restauros); crochet (Helena Brito)

13 a 15 Dezembro – Cerâmica e azulejo (Annette Kalle); Cestaria em cana (Diamantino Romeirinha); Cremes e sabonetes naturais (Árvore do Sabão)

17 a 19 Dezembro – Cosmética artesanal (Eliqxir); artesanato em pedra do barrocal algarvio (Tavira em Pedras); produtos alimentares ligados ao pomar de sequeiro (Rosália Campos)

20 a 22 Dezembro – Brinquedos em madeira (Nuno João); costura criativa (Sandra Silva); sal e flor de sal (Terras de Sal)

A iniciativa realiza-se com cumprimento das normas de controlo e segurança definidas pela DGS no âmbito da pandemia de COVID 19.

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O Tomilho nº 30

Já saiu um novo Tomilho!

O Tomilho é o boletim do CIIPC, com edição bimensal, no qual se dá conhecimento das nossas actividades, mas onde se dá também voz à população publicando fotografias antigas e registando memórias, saberes-fazeres, tradições festivas, receitas e objectos. Um instrumento valioso que vem garantindo um envolvimento da população local no trabalho que desenvolvemos.

Neste número o destaque vai para um antigo moinho de água na Ribeira do Rio Seco, na serra, próximo da Corte António Martins. Damos a conhecer este moinho (que permaneceu inédito na bibliografia sobre a história e património da região), destacando a importância dos moinhos na economia rural algarvia e, em particular, na freguesia de Cacela. Contamos ainda a história do moinho a partir de memórias orais dos descendentes da Família Fernandes Neto, do Monte das Sesmarias dos Netos, de onde saíram as 4 gerações de moleiros que aí trabalharam um século.

Boas leituras.

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CICLO DE CONCERTOS CLÁSSICA EM CACELA REGRESSA EM OUTUBRO

Transmissão em directo através do facebook Clássica em Cacela https://www.facebook.com/classicaemcacela

O ciclo de concertos Clássica em Cacela recebe o jovem pianista Vasco Dantas para um recital no dia 14 de Outubro às 21:30h, no Club Farense em Faro, com transmissão em directo da página do facebook do Clássica em Cacela.

Esta 9ª edição não vai ter lugar em Cacela Velha, mas sim em Faro. Uma mudança excepcional que se deve ao facto de a Câmara Municipal de Vila Real de Santo António ter decretado recentemente o cancelamento de todos os eventos culturais e desportivos devido ao aumento súbito de novos casos covid-19 no município. A direcção artística deste ciclo é da competência de Teresa Matias, no entanto, a edição deste ano está, a título excepcional, a cargo da violoncelista Isabel Vaz.

O pianista internacional Vasco Dantas, que já conta com mais de 50 prémios e um debut no Carnegie Hall, Nova Iorque, em Novembro de 2019, vai apresentar em recital o seu novo CD “Poetic Scenes”. O tema deste programa é o ‘Belcanto’ num instrumento percutido (de cordas percutidas – o piano), e o seu conteúdo recai sobre obras para piano com inspiração vocal, especificamente fados para piano de três compositores portugueses (Alexandre Rey Colaço, Óscar da Silva e Eduardo Burnay), e Lieder (canções) de R. Schumann, transcritas para piano solo pelo compositor alemão, Carl Reinecke, as quais nunca foram publicadas e que são praticamente desconhecidas do mundo musical.

O preço dos bilhetes é 8€ e para sócios 5 €. Reservas através de classicaemcacela@gmail.com. Todas as normas de segurança da DGS serão observadas. É obrigatório o uso de máscara e o distanciamento físico.

Esta edição do Clássica em Cacela conta com o apoio da Direcção Regional de Cultura do Algarve e da Câmara Municipal de Vila Real de Santo António.

O Tomilho nº 29

Já saiu um novo Tomilho!

O Tomilho é o boletim do CIIPC, com edição bimensal, no qual se dá conhecimento das nossas actividades, mas onde se dá também voz à população publicando fotografias antigas e registando memórias, saberes-fazeres, tradições festivas, receitas e objectos. Um instrumento valioso que vem garantindo um envolvimento da população local no trabalho que desenvolvemos.

Neste número o destaque vai para Cacela Velha. Conheça a antiga vila de Cacela e transformações no espaço público, habitações e população entre finais do séc. XIX e meados do XX. Destaque também para a personagem de José Gil Cardeira, cujos restos mortais repousam no Antigo Cemitério de Cacela, e a lenda da cobra.

Boas leituras.

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Tomilho nº 29

Visita – Jogo O POMAR TRADICIONAL DE SEQUEIRO TROCADO POR MIÚDOS

Visita – Jogo

O POMAR TRADICIONAL DE SEQUEIRO TROCADO POR MIÚDOS

Vem descobrir a importância da alfarrobeira, amendoeira, figueira e oliveira na paisagem e no tecido sócio-económico do Algarve

Várzea de Cacela Velha, 26 de Setembro

Das 17h30 às 19h30

Com CIIP Cacela, projecto Várzea de Cacela e Associação In Loco

Para público em geral e famílias

O Município de Vila Real de Santo António volta a associar-se às Jornadas Europeias do Património 2020, este ano com o tema Património e Educação.

A proposta para o dia 26 de Setembro, Sábado, será uma Visita – Jogo “O POMAR TRADICIONAL DE SEQUEIRO TROCADO POR MIÚDOS” onde convidamos os participantes a descobrir a importância da alfarrobeira, amendoeira, figueira e oliveira na paisagem e no tecido sócio-económico do Algarve

Figueiras, amendoeiras, alfarrobeiras e oliveiras constituem o tradicional pomar de sequeiro que se assume como elemento identificador da paisagem cultural algarvia. Na sua complexa simplicidade, e adaptado às condições de solo e clima do Barrocal algarvio, o pomar de sequeiro garantiu durante séculos a valorização da paisagem e dos recursos naturais e assegurou o sustento das famílias que dele se ocupavam

Vamos ao longo de um percurso na várzea de Cacela Velha, e através de um jogo, conhecer as árvores que caracterizam o pomar de sequeiro, os seus frutos, sua conservação, utilizações e importância histórica na economia da região.

INFORMAÇÕES E INSCRIÇÕES

Centro de Investigação e Informação do Património de Cacela/CMVRSA

281952600; ciipcacela@gmail.com

A iniciativa realiza-se com cumprimento das normas de controlo e segurança definidas pela DGS no âmbito da pandemia de COVID 19.

Nº limitado de vagas (máx. 12 pessoas). A actividade será realizada ao ar livre. Uso de máscara obrigatório. Desinfecção de mãos no início da actividade.